História da Coreia
A península da Coreia (formada pela Coreia do Norte e do Sul) está localizada no noroeste da Ásia e faz divisa com a China e a Rússia, ao norte, e com o Oceano Pacífico e o Japão, a leste e sul.
Imagem por Folha OnlineHistoriadores garantem que os primeiros habitantes chegaram à Coréia há 500 mil anos. Em 2333 a.C. Dan-Gun (considerado o pai da civilização coreana) fundou o primeiro reino da Coréia. O país foi sendo construído com uma cultura altamente sofisticada e sob valores éticos e morais, que fizeram os vizinhos chamá-los de “Civilizada Terra do Leste” ou “Reino do Diamante”.
단군(Dan-Gun), pai da civilização coreana. Imagem por Daum Blog.Várias dinastias dominaram a Coréia, sendo a mais emblemática delas a dinastia Joseon, que comandou o país entre 1392 e 1910. Muitos dos ícones da cultura sul-coreana foram construídos neste período.
Em agosto de 1948 a península do Coréia foi dividida em duas repúblicas: República da Coréia (Coréia do Sul) e a República Popular Democrática da Coréia (Coréia do Norte). Começou assim a Guerra da Coréia.
Guerra da Coreia
A Guerra da Coreia foi travada entre 25 de Junho de 1950 e 27 de Julho de 1953, de um lado a Coreia do Sul e seus aliados, que incluíam os Estados Unidos da América e o Reino Unido, e do outro a Coréia do Norte, apoiada pela República Popular da China e pela antiga União Soviética. O resultado foi a manutenção da divisão da península da Coréia em dois países, que dura até aos dias de hoje.
A península da Coreia é cortada pelo paralelo 38° N, uma linha demarcatória que divide dois exércitos, dois Estados: a República da Coreia, a sul, e a República Popular Democrática da Coreia, a norte. Essa demarcação, existente desde 1945 por um acordo entre os governos de Moscou e Washington, dividiu o povo coreano em dois sistemas políticos opostos: no norte o comunismo apoiado pela União Soviética, e, no sul, o capitalismo apoiado pelos Estados Unidos.
Em 3 de Julho de 1950, depois de várias tentativas para derrubar o governo do sul, a Coreia do Norte ataca de surpresa e toma Seul, a capital. [...] Em Setembro, as forças das Nações Unidas começam uma ambiciosa ofensiva para retomar a costa oeste, ocupada pelo exército norte-coreano. No dia 15 desse mês, chegam com certa facilidade a Incheon, perto de Seul, e algumas horas depois entram na cidade ocupada. Os setenta mil soldados norte-coreanos são vencidos pelos cento e quarenta mil soldados das Nações Unidas. Cinco dias depois, exatamente três meses após o início das hostilidades, Seul é libertada. [...] No primeiro dia de Outubro, as forças internacionais violam a fronteira do paralelo 38, como os coreanos haviam feito, e avançam para a Coreia do Norte.
Durante quase três anos, o povo coreano, uma das mais notáveis culturas da Ásia, foi envolvido em uma brutal guerra fratricida, violentíssima de ambos os lados.
Em 23 de Junho começam as negociações de paz, que duram dois anos e resultam num acordo assinado em Panmunjon, em 27 de Julho de 1953.
O único resultado é o cessar-fogo. Na guerra coreana morreram cerca de três milhões e meio de pessoas. O tratado de paz ainda não foi assinado, e a Coreia continua dividida em Norte e Sul.
República Popular Democrática da Coréia (Coréia do Norte)

A bandeira nacional da Coreia do Norte foi adoptada em 8 de Setembro de 1948 . A cor azul simboliza o desejo do povo pela paz A cor vermelha representa o espírito revolucionário e a luta pelo Socialismo. A cor branca simboliza a pureza dos ideais da Coréia do Norte e a soberania nacional. A estrela de 5 pontas representa a esperança de construir o Socialismo sob a liderança do Partido do Trabalho da Córeia.
A República Popular Democrática da Coreia é uma ditadura proletária estabelecida por Kim Il-sung desde o final da década de 1940 até a sua morte, em 1994, quando o cargo de líder máximo passa para seu filho, Kim Jong Il.

Pela estrutura política, [...] pode-se bem afirmar que a Coreia do Norte é o último país stalinista do planeta, pois adota um sistema de governo muito similar àquele adotado na União Soviética durante a ditadura de Josef Stalin. Como tal, promove repressões políticas aos opositores, prendendo-os, torturando-os, executando-os ou enviando-os aos campos de trabalho forçado, os chamados gulags.
A Coreia do Norte assinou com os EUA em 1999 um acordo pelo qual os norte-coreanos abriam mão do seu programa nuclear em troca de combustível enviado, porém sob a administração de George W. Bush os EUA descumpriram sua parte do acordo, o que combinado com um crescimento das hostilidades da potência norte-americana, levou a Coréia do Norte a acelerar o seu programa nuclear.
O país afirmou ter o direito de testar tais mísseis, pois é um país soberano. O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou dia 15 de julho daquele ano uma resolução impondo sanções à Coreia do Norte por seus testes de mísseis. Em 9 de Outubro de 2006, a Coréia do Norte teria realizado um teste subterrâneo de um artefato nuclear. Dias depois, as sanções voltaram em vigor, pois o Conselho de Segurança da ONU considerou uma ameaça à paz mundial. Até a China, principal aliada da Coréia do Norte, apoiou a implantação das sanções.
Após adiar a operação por um dia, a Coréia do Norte lançou no dia 5 de Abril de 2009 um foguete de longo alcance que teoricamente estaria levando um satélite de comunicações à órbita da Terra, levando tensão à Ásia.
A ação norte-coreana foi confirmada por diversas fontes, como o governo da Coréia do Sul, agência local “Yonhap” e a rede de TV sul-coreana KBS. A informação foi confirmada em seguida pelo Departamento de Estado dos EUA, governo japonês e a agência de notícias japonesa Kyodo. A operação foi registrada pelos radares do sistema de defesa da Rússia, instalados no Extremo Oriente.
A cultura contemporânea da Coréia do Norte é baseada na cultura tradicional da Coreia, mas desenvolvida desde o estabelecimento da Coréia do Norte em 1948. Os coreanos são aptos a desenvolver uma cultura única, enquanto adotam e influenciam culturas vizinhas por 3.000 anos.
A população da Coréia do Norte é uma das populações mais homogéneas do mundo, étnica e linguisticamente, incluindo apenas pequenas comunidades chinesas e japonesas. A língua coreana não faz parte de nenhuma família linguística maior, embora se investiguem possíveis ligações ao japonês e às línguas altaicas. O sistema de escrita coreano, chamado Hangul, foi inventado no século XV pelo rei Sejong, o Grande para substituir o sistema de caracteres chineses, conhecidos na Coreia como Hanja, que já não estão em uso oficial no Norte. A Coréia do Norte continua a usar a romanização McCune-Reischauer do coreano, contrastando com o Sul que reviu a romanização no ano 2000.
A Coreia tem uma herança budista e confucionista, com comunidades cristãs e do Chondogyo tradicional (a “Via Celeste”). Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, era o centro de actividade cristã antes da Guerra da Coréia.
Informações extras:
Chefe de Estado: Kim Jong Il desde Julho de 1994 (único à concorrer como Chefe de Estado)
Presidente: Kim Yong Nam (único à concorrer como Presidente)
Primeiro Ministro: Kim Yong Il
Independência do Japão: Declarada em 15 de Agosto de 1945, mas somente reconhecida em 09 de Setembro.
População: 23.479.008 (Estimativa de Julho de 2008)
Capital: Pyongyang (평양)
Língua: Coreano
Religião: Budismo e Confucionismo. Há também Cristãos e crentes da religião Chongogyo (Religião do Caminho para o Céu). Quase não existem religiões autônomas.
Moeda: Won Norte Coreano
República da Coréia (Coréia do Sul)

A bandeira nacional da Coréia do Sul apresenta no seu centro um círculo dividido em vermelho vivo (em cima) e azul (em baixo) num campo em branco.
Tanto o círculo como os quatro desenhos em preto nos cantos são ricos em simbolismo. Representado na bandeira vê-se um círculo dividido em partes iguais e delineado em perfeito equilíbrio, representando o Absoluto, ou a unidade essencial de todo um ser.
As divisões representam na parte superior (vermelho) o “Yang” e a inferior (azul) o “Ying” antigo símbolo do universo originário da China. Esses dois opostos expressam o dualismo do cosmo, a eterna dualidade: fogo e água; dia e noite; escuridão e luz; construção e destruição; macho e fêmea; ativo e passivo; calor e frio; mais e menos; o ser e o não-ser; a vida e a morte; etc. A presença da dualidade dentro do Absoluto indica o paradoxo da vida e a impossibilidade de aprendê-la integralmente. As combinações de barras representam os quatro pontos cardeais e os quatro mares que limitam o globo. As três barras em cada canto dão a idéia de posição e equilíbrio.
- As três linhas inteiras representam o céu;
- As três linhas quebradas do lado oposto representam a terra;
- Na extremidade inferior esquerda da bandeira, há duas linhas inteiras com uma partida no meio. Isso simboliza o fogo;
- Do lado contrário o símbolo da água;
O fato de as barras serem apenas de dois tipos (curtas e longas) e ainda assim poderem ser dispostas de muitas maneiras – das quais os conjuntos de barras da bandeira constituem apenas exemplos – indica a diversidade que pode surgir da simplicidade essencial.
A Coreia do Sul é uma república semi-presidencialista. O chefe de estado da República da Coreia é o presidente, eleito por voto directo popular para um único mandato de cinco anos. Além de ser o mais alto representante da república e o comandante-em-chefe das forças armadas, o presidente também tem consideráveis poderes executivos e nomeia o primeiro-ministro depois de aprovado pelo parlamento, além de também nomear e presidir o Conselho de Estado, ou governo.
O atual presidente do país é o ex-executivo da Hyundai Lee Myung Bak. Ele venceu as eleições em dezembro de 2007.

A Coreia do Sul possui a décima segunda maior economia do mundo (14ª pela paridade de poder aquisitivo) e a terceira maior da Ásia, atrás apenas do Japão e da China (e da Índia, por PPA). Sendo principal dos tigres asiáticos, o país atingiu um rápido crescimento econômico com a exportação de manufaturados, um forte contraste em relação à estagnação econômica da Coreia do Norte, que piorou com o colapso da União Soviética. O PIB per capita da Coreia do Sul é cerca de 12 vezes maior que o norte-coreano.
Na década de 1950, a Coreia do Sul era um dos países mais pobres da Ásia. Ao final da Segunda Guerra Mundial, o país herdou um sistema econômico colonial projetado apenas para as necessidades japonesas. Grande parte da infra-estrutura do país foi destruída durante a Guerra da Coreia (1950-1953). Após a guerra, a Coreia do Sul tornou-se muito dependente do auxílio norte-americano.
Esse crescimento fenomenal é muitas vezes chamado de “milagre do rio Han”, que é o principal rio que passa pela capital e maior cidade do país, Seul. Nas décadas de 1980 e 1990, o crescimento continuou enquanto a Coreia do Sul transformava-se de exportadora de tecidos e sapatos em um grande produtor global de automóveis, eletrônicos, navios e aço e, mais tarde, campos de alta-tecnologia, como monitores digitais, celulares e semicondutores.
O modelo sul-coreano de encorajar o crescimento de companhias grandes e competitivas internacionalmente através de financiamento fácil e incentivos fiscais levaram à dominância dos conglomerados controlados por famílias, conhecidos como chaebol, que cresceram com o apoio do regime Park. Algumas viraram corporações globais, como Hyundai, Samsung, Daewoo, LG e Pantech. Em 2004, combinando tudo isso, a Coreia do Sul entrou no “clube das economias globais trilionárias”.
A Coreia do Sul partilha a sua cultura tradicional com a Coreia do Norte. Ao longo da história, a cultura coreana foi influenciada pela da China. Hoje, os papéis invertem-se, com uma crescente influência coreana na China no que diz respeito à música popular, cinema, à moda e aos programas de televisão (hallyu).
A cultura tradicional também foi influenciada pelo budismo, taoísmo e confucionismo. Muitos grandes sábios e filósofos viveram na Coreia, mas são mal conhecidos no exterior devido ao antigo isolacionismo do país.
Desde a sua divisão em dois estados separados, as duas coreias desenvolveram distintas formas culturais contemporâneas.
Como uma forma de treinamento Militar, o Exército Sul Coreano usa uma técnica de auto-defesa Chamada Taekwondo, na qual os movimentos básicos são os chutes.
Informações Extras:
Presidente: Lee Myung Bak
Primeiro Ministro: Han Seung Soo
Independência do Japão: Declarada em 01 de Março de 1919, mas apenas liberta em 15 de Outubro de 1945.
População: 48.379.392 (Estimativa de Julho de 2008)
Capital: Seul (서울)
Língua: Coreano
Religião: Cristianismo 26.3% (Protestante 19.7%, Católicos 6.6%), Budismo 23.2%, outros ou desconhecidos 1.3%, Ateu 49.3%.
Moeda: Won
REFERÊNCIAS
Coréia do Norte – Wikipedia, a enciclopédia livre
Coréia do Sul – Wikipedia, a enciclopédia livre
Cultura da Coréia do Sul – Wikipedia, a enciclopédia livre
Flagcounter.com: South Korea
Flagcounter.com: North Korea
HISTÓRIA da CORÉIA
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